As bandas Gogol Bordello e Super Furry Animals, foram as atrações do último dia 10 de Novembro em São Paulo, no Indie Rock Festival. Faltavam exatamente 15 minutos para as 22h quando adentreu no Via Funchal para garantir um lugar na festa particular que logo estava para acontecer.
Mal sabia eu e os demais “felizardos” no local que assim que começou o primeiro show, São Paulo e mais 8 Estados brasileiros e mais o Paraguai, acabavam de sofrer um blackout. Não deu para sentir, nem piscaram as luzes da casa de shows. Ouvi comentários que apenas no banheiro foi percebida a queda de energia. Se bem que Eugene Hütz (líder do Gogol Bordello) havia falado logo de início que estávamos no escuro no país inteiro e que éramos sortudos por estarmos naquele lugar, na festa particular que era só nossa.
Bem, vamos aos shows.
O Super Furry Animals começou lentamente, fazendo um show concentrado em clássicos e também do seu último disco “Dark Days/Light Years”. O setlist foi bem curto, “Slow Life”, “(Drawing) Rings Around The World”, “Golden Retriever”, “Hello Sunshine”, “Justaposed With You”, “Mountain People”, “Zoom!”, “Inaugural Tramps”, “The Very Best Of Neil Diamond”, “White Socks-Flip Flops”, “The Man Don’t Give a Fuck” e “Cosmic Trigger”.

Gruff Rhys cantava segurando placas escrito “Obrigado”, “Danke”, “75%” (em alusão a música “Inaugural Trams”) e também utilizava-se de objetos para fazer sons experimentais.
O show do Super Furry foi excelente, pena que foi curto. A banda é do tipo que entra totalmente no conceito “indie” de ser. Me lembrou nesse show a australiana The Triffids, soa muito parecida com eles. Nota 10 para o show.
Depois do experimentalismo, veio a grande festa. O Via Funchal tremeu com o público acompanhando todas as músicas do Gogol Bordello. A banda veio ao Brasil pela segunda vez, a primeira também foi um sucesso, em 2008 no TIM Festival, mas dessa vez, era particupar, só para fãs. Já mandaram logo de cara, sucessos como “Ultimate”, “Not a Crime” e “Wonderlust King”. Não se via espaço entre as músicas, acabava uma, já começavam a próxima. “Tribal Connection”, “Start Wearing Purple” (cantada em uníssono) também fizeram o público de 4 mil pessoas dançar e cantar. Primeiro bis, parecia que a banda iria embora mesmo, foram até a grade cumprimentar os fãs, eu fui um dos que estava na grade, pude trocar algumas palavras rápidas naquele momento. Muitos “obrigados” ditos pelos membros, felizes com o dever cumprido. Passaram-se uns 3 minutos, até que Eugene reaparece no palco, brincando com o público. Pega o violão e toca solo no início a música “Alcohol”, depois acompanhado por Yuri (acordeon) e Sergey (violino). Ainda veio um medley emendando uma música na outra, ignorando o acender das luzes do Via Funchal forçando o final do show, já a 1h30 da manhã. Após o fim do show, todos desceram novamente até o público, cumprimentaram, tiraram fotos rápidas, alguns ganharam setlists, outros palhetas, a maioria se retirava satisfeita. Os que ficaram foram presenteados com a volta de Eugene até a grade, conversando com os fãs, tirando fotos, com todos, sem exceção, que pediam por atenção. Show nota 10 também. Confesso que eu mesmo no dia seguinte estava rouco, cansado, mas com sentimento de ainda querer estar lá. Shows desse tipo você nunca quer que termine. Só digo mais uma coisa: “Volte logo Gogol Bordello, o Brasil vocês já conquistaram”.
O frontman Eugene Hütz, comandando a festa cigana no Via Funchal.
Pamela, uma das 2 dançarinas/percussionistas/vocalistas do Gogol Bordello fazendo sua performance.